30 agosto 2006
18 agosto 2006
Mutilados em Portugal
Fiquei admirado com o número de “mutilados” no nosso país. Pude verificar o número elevado de pessoas que não possuem a totalidade dos dedos das mãos, ou pior ainda, não possuem a própria mão.
A causa principal dessa mutilação deve-se aos acidentes de trabalho: ao número elevado de acidentes de trabalho.
Vivemos no país em que a preocupação principal das entidades empregadoras não é a segurança dos trabalhadores mas o lucro. Quanto mais se poupar nas condições de segurança de trabalho mais lucro se tem e é mais um carro topo de gama que se pode oferecer aos filhos.
Não existe, em Portugal, uma consciencialização para os problemas laborais; para a higiene e segurança no trabalho.
E depois o resultado é este: um numero elevado de acidentes.
A grande maioria dos pequenos empresários ainda olha para os trabalhadores como “funcionários” e ainda não percebeu que eles são “colaboradores”. De resto é esta segunda designação que aparece na legislação laboral sempre que é referido o trabalhador.
É urgente ter os inspectores a fazerem o trabalho que lhes compete, ou seja a inspeccionar as condições laborais sem se deixarem corromper.
Portugal não pode continuar a registar níveis tão elevados de acidentes no local de trabalho. Não podemos deixar continuar a morrer pessoas que o único crime que cometeram foi o de querem ganhar o seu sustento e de uma família.
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27 junho 2006
Uma aldeia chamada Amarante
Confesso que cada vez mais me distancio daquela cidade.
Devido a “politiquices” , Amarante já perdeu a PT, EDP, PSP e prepara-se para perder a maternidade e a urgência médico-cirurgica do Hospital de São Gonçalo.
Afinal, o que pode motivar alguém a viver no concelho amarantino? Talvez a paixão e o amor à terra!
A câmara municipal tem revelado incapacidade para resolver os importantes problemas do concelho. O executivo camarário perdeu, inclusivé, a capacidade criativa que muitas vezes ajuda a resolver problemas quando um município está com contenção orçamental.
Não compreendo como este ano não temos o habitual cartaz do “verão cultural”. Não percebo o motivo do palco ter mudado da praça do Ribeirinho para o antigo parque de campismo. Se as esplanadas estão no parque do ribeirinho, não faz mais sentido manter lá o palco?
Passo, actualmente, quatro dias por semana no Porto. Confesso que a vontade de voltar a viver em Amarante sete dias por semana começa, cada vez mais, a ser menor.
Aos amarantinos resta uma de três alternativas: deixar de ter uma atitude passiva e passar a reivindicar mais; mudar o executivo camarário ou rezar a S. Gonçalo para que faça um milagre.
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08 junho 2006
28 maio 2006
As contradições de Correia de Campos
Esta viatura só irá uma vez por mês a cada freguesia daquele concelho. Ora, que eu saiba, as doenças não costumam marcar hora para aparecer e os tratamentos de pequenas feridas e renovação de pensos têm de ser feitos com espaços mais curtos que um mês.
Por esta inauguração percebemos a dimensão da propaganda deste governo. Tudo serve de notícia para fazer passar a imagem de um governo trabalhador e atento aos mais carenciados.
O JN de hoje publica uma frase proferida por Correia de Campos que é no mínimo enigmática. Diz o ministro da saúde que “ o hospital de S. Gonçalo, em Amarante, é muito importante, válido e terá a sua vida garantida por muitos e longos anos, com uma qualidade crescente".
Então não é este ministro que anunciou o encerramento das urgências e da maternidade daquela unidade hospitalar?
É assim que um hospital cresce em qualidade e garante a sua vitalidade? Sinceramente acho que Correia de Campos necessita de repouso e nada melhor que deixar o ministério da saúde.
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21 maio 2006
Onde está o garrafão do vinho?!

A imagem que se encontra em cima chegou-me por e-mail. Considero que de facto temos maus policias como temos maus profissionais em qualquer profissão.
O típico agente da autoridade que nada faz e só está a beber vinho está em vias de extinção.
Cada vez mais os quadros das nossas forças policiais são compostos por pessoas bem formadas e com vocação para a vida policial.
No entanto, a ser verdadeira esta fotografia, não posso deixar de referir que ela tem alguma graça e que as chefias dos agentes da autoridade têm de estar atentas a estas situações. Se o saca-rolhas está visível, onde estará o garrafão do vinho?
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O lado escuro do Porto
A maioria das pessoas que durante o dia enchem a cidade são oriundas dos subúrbios. O preço elevado das casas e os prédios degradados contribuíram bastante para esta desertificação da Invicta.
Mas não deixa de ser interessante fazer uma viagem pelo lado escuro do Porto. As escolhas não faltam.
Junto à Câmara Municipal, instalou-se o verdadeiro mercado do sexo. Nas ruas paralelas encontramos de tudo: homens, mulheres e travestis.
Qualquer cidadão que circule nesses locais, ou até mesmo parado num semáforo, é imediatamente abordado. Surgem rapidamente propostas em todos os sentidos. O preço pode ser sempre negociado. O mercado do sexo também está em saldo.
Mas quem pensa que as coisas se limitam à zona da baixa está redondamente enganado. Junto ao parque da cidade acontece o mesmo paralelismo sexual. De um lado estão as prostitutas à espera de clientes. Do outro lado os homossexuais circulam com as suas viaturas à procura de sexo fácil e gratuito. Aquela zona é denominada de “local de engate”.
Mais abaixo, já na zona da Foz, encontramos novo paralelismo: prostitutas de um lado da rua e do outro as viaturas estacionadas com casais em momentos bastante íntimos. De um lado comercializa-se; do outro, supostamente, é de borla.
Mas nem só de sexo vive o Porto à noite. Na viagem pelo lado escuro da cidade encontramos os locais do tráfico de droga: Sé; Ramalde; Pereiro; Aleixo, entre outros.
Depois, quando o dia amanhece, a cidade está cheia de vidros de automóveis na rua. Os assaltos aconteceram, ou melhor, o vandalismo também aconteceu, porque muitas vezes não são furtados objectos das viaturas. Apenas houve o divertimento em partir os vidros.
O Porto tornou-se assim uma cidade que à noite não dorme. Mas apenas adormece da confusão do dia-a-dia e onde quem manda não é a polícia.

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07 maio 2006
Quem tem capa já não escapa
Para quem nunca teve uma experiência de “vida académica”, esta semana pode parecer estranha, como estranho parecem as “monumentais” bebedeiras de muitos futuros doutores e engenheiros deste país.
De facto, são estes dias que os estudantes universitários aproveitam para libertar a tensão acumulada com os trabalhos académicos realizados durante o ano e também serve para se prepararem para o stress dos exames que estão prestes a começar.
O Porto é das academias com maior tradição de queima das fitas. Quase nenhum estudante deixa de estar presente na primeira noite, junto à antiga cadeia da relação, para assistir à monumental serenata. É nessa altura que os padrinhos académicos aproveitam para “traçar” a capa aos seus novos afilhados. Se por um lado são cada vez menos os caloiros que aderem à praxe, por outro todos querem vestir o traje académico.
Depois segue-se uma semana cheia de concertos. Espectáculos diversificados e acções de solidariedade.
Outro ponto considerado alto é sempre a missa da bênção das pastas no estádio do dragão e o cortejo na terça-feira.
No dia do tradicional cortejo, a cidade do Porto fica parada para conhecer os seus estudantes. O trânsito torna-se ainda mais caótico.
O presidente da câmara marca sempre presença na tribuna que este ano regressa para a avenida dos aliados. Para isso contribuiu o acelerar das obras para que tudo esteja pronto.
Apesar dos concertos elaborados a pensar na diversidade e a preços acessíveis, a maioria dos estudantes aproveita a queima das fitas mais para confraternizar com os amigos e desconhecidos do que propriamente para ver os concertos.
O hospital de Stº António, por estes dias, não tem mãos a medir. Esta noite constatei isso mesmo ao levar 2 amigos que se encontravam em estado alcoólico avançado, desculpem o eufemismo. Foram todos muito profissionais naquela unidade hospitalar.
A queima das fitas segue sem interrupções. Aqui fica a ligação à Federação Académica do Porto (FAP) para que seja possível consultar todo o cartaz.
De fazer referência apenas que este ano a RTP terá no programa “Portugal no Coração” um diário da queima das fitas, onde será “contado” aos telespectadores tudo que se passou no dia anterior.
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29 abril 2006
O povo, ainda, é quem mais ordena
O ministro fundamenta-se no factor qualidade. Pois bem, o senhor ministro deve desconhecer que a maternidade de Amarante foi recentemente remodelada, onde foram gastos milhões de euros, e foi toda ela equipada com os melhores equipamentos.
Não percebo a atitude de Correia de Campos. Numa altura em que Portugal começa a ter uma população envelhecida e uma taxa de natalidade muito baixa, o governo em vez de incentivar a natalidade, faz precisamente o contrário. Ninguém duvida que com as maternidades distantes e com o consequente congestionamento das mesmas, as mulheres desta região se sintam menos motivadas a dar à luz.
O ministro da saúde, quando estava na oposição, criticou muitas vezes os ministros da saúde da altura por querem fazer aquilo que ele está precisamente a concretizar.
Considero que todos aqueles que votaram no PS nas últimas legislativas , se devem sentir muito defraudados nas expectativas. Nada nem ninguém fazia prever a falta de política social de um governo socialista.
Amarante lamenta também a incapacidade dos seus representantes locais de defenderem os interesses do município.
Afinal de nada serve às gentes de Amarante ter uma câmara socialista e um euro deputado, também socialista, que um dia foi presidente do município.
Eu que actualmente vivo no Porto, apesar de ser amarantino, sinto que cada vez tenho menos a perder em vir viver para Amarante. Esta cidade está cada vez mais pobre em todos os aspectos.
Tenho uma paixão enorme por este concelho mas não gostava de morrer por falta de assistência médica, por estar distante da urgência de um hospital.
Espero que as gentes de Amarante não se conformem e usem de todos os meios para não permitir que lhes roubem aquilo que muito custou a conquistar. Afinal o povo, ainda, é quem mais ordena.

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25 abril 2006
Manifestação em Amarante
Hoje, dia 25 de Abril, a população de Amarante e Macedo de Cavaleiros saiu à rua para protestar contra o encerramento dos respectivos hospitais.
Em Amarante, foram milhares de pessoas que se concentraram junto ao hospital, seguindo a sua marcha até à câmara municipal.
O ministro Correia de Campos, no seguimento da política do governo, pretende fazer uma contenção de despesas. Mas o ministro não deve conhecer bem o país.
O 25 de Abril de 1974 deu aos portugueses um acesso maior e melhor à saúde e à educação. Volvidos mais de 30 anos, e curiosamente, um governo socialista quer retirar às populações mais pobres aquilo que muito lhes custou a reivindicar: hospitais e escolas.
A maternidade de Amarante efectuou, o ano passado, mais de 1200 partos, o hospital é responsável pela urgência de doentes dos concelhos de Amarante, Baião, Marco de Canaveses, entre outros.
O IP4 é uma das estradas mais mortíferas do país e é no concelho amarantino que mais acidentes mortais acontecem.
Penafiel fica a uma distância superior a 30km e o melhor acesso é a A4 que tem das portagens vais elevadas do país.
O concelho de Amarante estende-se, na sua maioria, pela encosta da serra do Marão, onde as acessibilidades não são muito boas.
Esta região, do baixo Tâmega, é das regiões mais pobres e mais carenciadas do país. Não entendo porque, nas regiões mais pobres, o governo ainda as quer empobrecer mais.
Pelos critérios do sr. Ministro da saúde, considero que, por exemplo, o hospital de Gaia e de Matosinhos também deveriam encerrar. A poucos quilómetros e com melhores acessibilidades está o hospital de S. João e o de St. António.
Amarante não se pode calar. Com a saúde não se brinca!!! Daqui a pouco encerram o cemitério municipal alegando que não tem condições sanitárias e que o melhor será sepultar os defuntos em Penafiel, porque afinal é já ali ao lado.
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22 abril 2006
Deputados em falta
Segundo aquele semanário, existe na bancada do PS uma pessoa que tem a responsabilidade de verificar se, em cada votação, existe o número necessário de deputados. Ainda, o mesmo jornal, faz referência que dentro do Partido Socialista são muitas as vozes que estão contra o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, por considerarem que ele poderia ter adiado a votação.
Estas revelações mostram bem que são imensas as vezes que os senhores deputados não estão presentes no hemiciclo, auferindo mesmo assim ordenados elevados e obtendo muitas regalias.
Não entendo que num país da nossa dimensão tenhamos tantas cadeiras na Assembleia da República, estando a maioria delas vazias.
Tenham vergonha senhores deputados! Produzam mais e melhor. Se este país não avança vocês também têm a vossa parte de responsabilidade: e não é tão pequena assim!
O PSD propôs que a criação de uma comissão que avaliasse os deputados e que, nalguns casos, essa comissão de pessoas independentes pudesse sugerir a perda de mandato. Esta sugestão não agradou a quase ninguém.
Fiquei surpreendido com o candidato presidencial Manuel Alegre por também ter assinado o livro de presenças e se ter posteriormente ausentado do parlamento. De facto o povo português não se engana a votar, pois se o poeta tivesse vencido provavelmente iria faltar a cerimónias importantes.
Ainda recentemente veio a público o facto de alguns deputados eleitos pelo circulo eleitoral do Porto terem recebido ajudas de custo por visitas que nunca efectuaram ao distrito.
Depois destas notícias ainda ouvimos queixas que a classe política é “coitadinha”.
Espero que os políticos comecem a dignificar mais a classe a que pertencem e que produzam muito mais. De parasitas está este país cheio.
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18 abril 2006
A morte do "Dino"
Confesso que no domingo quando escrevi o post sobre a morte do actor da telenovela “morangos com açúcar”, fi-lo apenas com o intuito de manifestar a minha indignação por ainda, em pleno sec. XXI, os acidentes rodoviários serem a maior causa de morte de pessoas com menos de 35 anos.
Nunca pensei que a morte do “Dino” gerasse uma onda tão grande de consternação e solidariedade. Confesso que isso me faz confusão.
Obviamente que todos lamentamos a perda de mais uma vida humana, mas não compreendo os directos da TVI e o destaque que se está a dar à morte do actor.
Francisco Adam era apenas um jovem em início de carreira. Não se lhe conhecem atitudes ou acções para com o país que justifiquem tamanho destaque, nem foi a única vítima mortal em acidente de automóvel este fim de semana.
Se toda esta cobertura televisiva fosse para alertar para os perigos que existem na estrada, até compreendia, mas assim...
O jovem actor vinha de uma festa, onde apenas com a sua presença recebeu um caché bem simpático. Ao que se sabe, vinha a conduzir a alta velocidade.
Que me desculpem os corações mais susceptíveis, mas acho que a própria TVI se está a aproveitar um pouco desta morte, porque de outra forma não se justificam tantas reportagens e directos.
No domingo recebi, quer por sms quer pela Internet, dezenas de mensagens, a roçar o ridículo, a pedirem solidariedade para com o jovem actor e sugestões que iam desde andar de preto até colocar flores na janela de casa.
Repito que lamento a morte do actor, mas continuo a não perceber tantas lágrimas vertidas por pessoas que nunca o conheceram pessoalmente. Lamento que se estejam a envolver crianças indefesas em toda esta situação. Esses mais novos não compreendem a morte e acredito que toda esta exploração possa mais tarde criar medos, fobias e traumas nessas crianças.
Que a alma de Francisco Adam descanse em paz.
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16 abril 2006
Operação Páscoa
Depois, acabam sempre por surgir as intermináveis filas de trânsito, e, infelizmente, os acidentes de viação.
Até ao momento a Brigada de Trânsito (BT) da GNR registou sete mortos em acidentes de viação.
As televisões abriram hoje os seus noticiários com estes números trágicos e com a notícia da morte do actor Francisco Adam (na foto ) que interpretava o papel de Dino na telenovela da TVI “Morangos com Açúcar”.
O actor foi vitima de um acidente de viação ocorrido esta madrugada, às 03h50m na Estrada Nacional 118, de onde resultou a sua morte e ainda dois feridos graves.
Há mais de um ano que Francisco Adam fazia parte do elenco da série transmitida pela TVI, depois de ter trabalhado quatro anos como modelo em campanhas de publicidade
Esperemos que estes números assustadores façam reflectir os nossos governantes, porque não podemos ver a aumentar o número de vítimas em cada Páscoa que passa.
Deixemo-nos de medidas hipócritas. Está na hora de arregaçar as mangas e meter mãos à obra. Não é com o aumento do valor pecuniário das multas que a sinistralidade se resolve. Mas sim com mais e melhor policiamento, radares e câmaras de controlo e, acima de tudo, eliminando pontos “mais que negros” nas nossas estradas.
Não entendo que havendo locais onde ocorrem muitos acidentes devido a problemas de construção dessas vias, ainda não se tenham rectificado as mesmas.
Será necessário que morra um qualquer ministro ou deputado para as obras se fazerem?
Apelo aos nossos políticos que levantem o traseiro dos seus cadeirões de pele e que venham conhecer, no terreno, o nosso país.
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15 abril 2006
voluntariadojovem-cma
Este blogue, do qual sou também responsável, servirá como, uma espécie, de diário das acções levadas a cabo por aquela medida amarantina.
Será também um espaço de discussão de ideias e projectos no âmbito do voluntariado.
Espero que espreitem e deixem os vosso comentários.
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11 abril 2006
Televisão
Confesso que já fui um “teledependente”, mas ultimamente a programação nos nossos canais deixa muito a desejar.
Os directores de programas, sejam de tv ou rádio, não podem, actualmente, descurar a concorrência que a Internet veio trazer ao meio dos mass média.
Hoje, são cada vez mais aqueles que optam pela Internet para passar o tempo. A interactividade passou a fazer sentido.
Em simultâneo podemos estar a falar com os nossos amigos no messenger, podemos ainda entrar num chat e falar com pessoas com gostos semelhantes ao nosso, ainda é possível ouvir a nossa rádio favorita, espreitar um qualquer canal televisivo internacional, ler os jornais e viajar pelo mundo: repito tudo isto quase em simultâneo.
Nestes dias tenho verificado os motivos pelos quais a RTP já passou à frente da SIC nas sondagens.

Volvidos estes 6 meses, as audiências baixaram ainda mais.
Mas o que falhou? No meu ponto de vista, faltou a Penim uma visão generalista “da coisa”.
Colocar à tarde a Rita Ferro Rodrigues, não me parece uma boa opção quando do outro lado, na RTP, está um Malato e uma Merche Romero. A Rita não tem a capacidade de ter um discurso e uma postura mais descontraída que é o mínimo que exige num programa da tarde.
Mas o mal vem logo de manhã. Fátima Lopes apresenta-se num estilo “Madre Teresa de Calcutá” onde o importante é contar estórias da vida real que tenham muito sangue e dor pelo meio.
À noite, já ninguém aguenta tamanha dose de telenovelas brasileiras.
O que salva a SIC são séries como CSI Miami e Nova Iorque e Donas de casa desesperadas.
Ou Penim muda a linha de programação ou muito provavelmente será ele o próximo a fazer as malas na SIC.
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Fama e Segredo da História de Portugal

Já está à venda o novo livro da escritora amarantina Agustina Bessa – Luís.
“Fama e Segredo na História de Portugal” é o título da mais recente obra de Agustina e relata 12 episódios da história de Portugal, publicado pela editora Guerra e Paz.
Este livro é composto por 136 páginas e conta com ilustrações de Luís Miguel Castro e tem o preço de 55 euros.
Para Manuel da Fonseca, responsável pela Guerra e Paz, “o livro é um sobressalto. História a história vamos descobrindo abordagens completamente novas [da História de Portugal], não só porque a autora procura uma factualidade muito própria e especial, como também não hesita a juntar à factualidade um universo de lendas e efabulações”.
Um livro que promete dar que falar e que o editor considera um “álbum de luxo”.
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Voluntariado Jovem
O programa denominado “Voluntariado Jovem”, segundo o site da CMA, “ visa estimular o voluntariado, proporcionando, simultaneamente, àqueles que têm uma situação económico-familiar mais débil, a oportunidade de prosseguirem estudos superiores. Os seus destinatários são jovens residentes no concelho há mais de dois anos, os quais devem reunir os seguintes requisitos: ter idade inferior a 30 anos; estar matriculados no ensino superior; manifestar intenção de prosseguir um programa de voluntariado em função da sua disponibilidade e da do Município; apresentar sucesso educativo, não ultrapassando duas reprovações no ensino superior.”
Os jovens seleccionados têm de cumprir 8 horas semanais de voluntariado em diversas instituições do concelho amarantino, em áreas relacionadas com o curso que estão a frequentar.
Em contrapartida recebem uma bolsa de 100 euros durante o período do programa, ou seja, durante 6 meses.
Ainda, segundo o site da CMA, “dos jovens que vão integrar o Programa de Voluntariado, 21% frequentam cursos na área das Ciências Sociais; 15,6% estudam Engenharias; 14,5% são das áreas de Gestão, Contabilidade, Administração e Economia; 14,5% das de Ensino-Educação e 8,4% estudam Ciências Naturais, designadamente. Os bolseiros são oriundos de 33 freguesias do Concelho de Amarante, sendo que a maioria tem residência em S. Gonçalo, seguindo-se Gondar, Figueiró (Santiago) Telões e Gatão.
Aqui está o exemplo de uma boa medida, porque além de ajudar os jovens universitários mais carenciados, estimula o serviço de voluntariado e permite ainda uma primeira experiência no mercado do trabalho.
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06 abril 2006
obrigado

Hoje acordei com uma enorme vontade de agradecer aos meus amigos por me aturarem. Não sei se este desejo se deve ao facto de estar a chover no Porto ou se a imagem do rio douro que vejo todos os dias ao acordar me inspirou para tal.
Obrigado Natália, Emanuel, João, Tiago's, Ana, Catarina, David, Raquel e José Carlos; vocês sabem quem são.
Obrigado por gostarem de mim. O sentimento é recíproco.
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02 abril 2006
Mário Viegas


Faz hoje, dia 1 de Abril, dez anos que morreu o grande actor, encenador e declamador de raro talento de seu nome Mário Viegas.
Recordo-me das muitas horas da minha adolescência passadas a ver esse GRANDE SENHOR do teatro.
José Saramago definiu-o um dia assim: “Era um cómico que levava dentro de si uma tragédia. Não me refiro à implacável doença que o matou, mas a um sentimento dramático da existência que só os distraídos e superficiais não eram capazes de perceber, embora ele o deixasse subir à tona da expressão às vezes angustiada do olhar e ao ricto sempre sardónico e amargo da boca. Fazia rir, mas não ria. Pouca gente em Portugal tem valido tanto."
Tantas vezes incompreendido, Mário Viegas decidiu candidatar-se à Presidência da República pouco tempo antes de morrer. A sua candidatura tinha como principal objectivo utilizar o espaço cedido pelas televisões para a campanha eleitoral para que ele pudesse despertar as consciências para o flagelo da sida.
Volvidos estes dez anos, parece que finalmente a classe política desperta para a chacina que é a sida, contudo Portugal continua a apresentar dos índices mais elevados da Europa de pessoas infectadas com o HIV.
No dia dos enganos surge a notícia da sua morte. Jorge Sampaio, na altura Presidente da República, afirma que “ Mário Viegas era um poeta, um homem que dizia poesia de uma forma admirável. Era um grande actor e encenador e teve sempre uma liberdade de espírito e um poder criativo extraordinário. Quem não se lembra da tão recente e espantosa criação, continuamente renovada, que foi o espectáculo «Europa não! Portugal nunca!!»? Mário Viegas sempre deu o seu testemunho sobre a vida social e política e, além de criador, foi um homem muito inserido no seu tempo, que deixa uma grande obra."
Homem de esquerda, Mário Viegas fazia questão em afirmar: “A minha vida é o Teatro e o Teatro é a minha vida”.
Até sempre Mário Viegas, Portugal agradece a sua passagem pela terra!

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01 abril 2006
Jornalismo Porto Rádio
Depois de ter sido apresentado, recentemente, o canal televisivo UP média, chega agora o Jornalismo Porto Rádio (JPR).
No site deste projecto lê-se que o “JPR é uma webrádio desenvolvida no âmbito do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. No ano em que se assinalam os 100 anos da primeira transmissão de voz via rádio, por Reginald Fessenden, pretende-se com este projecto extra-curricular dotar a LJCC de um pólo de investigação e de prática laboratorial das tecnologias de produção e difusão radiofónica mais recentes.”
JPR, para ouvir a partir de agora.
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